quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Lua


Tantas noites eu perdia
Com a janela aberta
Citando a minha poesia
A uma lua, já descoberta
 
Dona das minhas, confissões
Confidenciava, segredos
Onde, algumas emoções
Acarretavam, enormes medos
 
Sob o atento olhar
De uma lua, efervescente
Prometi, não mais chorar
Por quem, nada sente
 
Lua...sempre lá afirmativa
Mesmo, que eu, não lá aparecesse
Lua...sempre tão primitiva
Embora, eu por vezes enlouquecesse
 
Sabedora dos meus pensamentos
Aconselhou, sem uma, palavra pronunciar
Dono, dos meus tormentos
Acatei, toda a ajuda, sem nunca regatear
 
Neste momento preciso
Encontra-se o sol, a brilhar
As horas, irão passar, e no meu paraíso
Terei um áurea, branca para me iluminar

domingo, 18 de janeiro de 2015

Essência



Abri-te a mão
Para tudo te dar
Temi ouvir um não
Chegando eu, a recuar
 
Os desgostos ultrapassados
Estavam patentes na mente
Os nossos, olhares apaixonados
Encadeavam, um sentimento incandescente
 
Mudou a poesia
Inclusive o medo
Tornaste-te a minha alegria
Prometendo-te eu, amar-te em segredo
 
Numa noite, congelante
Jurei-te respeito, amor e fidelidade
Noite essa marcante
Pela tua simplicidade
 
Passaram-se longos meses
E tu, continuas a meu lado
Perdi, conta ás vezes
Em que me senti, um "poeta" realizado

domingo, 14 de dezembro de 2014

Fases




Tentei em vão
Decifrar o meu ser
Outrora, disse não
A quem, me tentou perceber
 
Dono, de uma estranha dor
Procurei, na poesia
A descoberta, de um novo amor
Para minha, futura alegria
 
Mais tarde, veio a desaparecer
Os receios...os medos em amar
Ela, vinha fortalecer
Aquilo, que chegaram a despedaçar
 
Hoje, num vidro embaciado
Desenho, duas mãos entrelaçadas
Culpa, de um coração restaurado
Pela, musa destas quadras
 
Quiseram outrora
Ocupar o teu lugar
Apercebi-me eu, em boa hora
Que estarias a chegar
 
Se um dia, me questionarem
Acerca de amores certeiros
Direi, que para amarem
Terão que ser, mais que companheiros

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Procura



Numa procura insaciável
Procurou-se, sobretudo amar
Com uma, ânsia interminável
Fruto...de um passado com azar
 
Refém de poesias destemidas
Perdeu-se, o sorriso de outrora
Onde nasceram, paixões enfraquecidas
Que morriam, na primeira hora
 
Até que...amizade virou amor
Quando, ninguém o esperava
Por fim o sorriso, apagou a dor
Que o desenquadrava
 
Seguindo depois, o pedido formal
Acompanhado, de uma timidez infinita
Culpa de um, sentimento especial
Absorvido, por quem nele acredita
 
Voltam as poesias reprimidas
Carregadas, de um sentimento puro
Mais do que nunca sentidas
Culpa, de um próspero futuro
 
Amando-se no presente
Esquecem ambos, o "depois"
Onde um amor efervescente
É carinhosamente, vivido a dois

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

"Eu"



Passaram-se meses
Passaram-se anos
E eu, por diversas vezes
Pensei, numa mudança de planos
 
Jamais eu pensei
Ser um homem, aplaudido
Nunca, eu acreditei
Vir a ser, um poeta reconhecido
 
Os anos, foram passando
Eu cresci, a poesia mudou
E hoje, já com vinte e três...vou relembrando
Como a poesia, me ajudou
 
As lágrimas, que eu escrevi
E jamais chorei
Os amores, que eu descrevi
E nunca neles, falei
 
Libertei o meu "eu"
De uma prisão, angustiante
Escrevi do que, me doeu
Tornando-se tudo marcante
 
Um presente preenchido
Um futuro, por preencher
Onde, um passado já esquecido
Não me impede de viver

domingo, 25 de maio de 2014

Aterragem Amorosa


Longe de mim...eu, imaginava
Apaixonar-me, tão ferozmente
E numa só palavra
Descrever...um sentimento, tão efervescente

Dono, de tentativas falhadas
Reprimi, aquilo que sentia
Desenquadrando-a, das minhas quadras
Com medo, do que em mim...florescia

Matas-te...as aflições
Que outrora, impediram-me de viver
Hoje, vivencio emoções
Impossíveis, de descrever

Gostar, parece pouco
Amar-te, pouco parece
Então...sou um apaixonado louco
Devido, ao que em mim floresce

Somos...loucos escondidos
Por amarmos, em segredo
Não fosse a tua voz...ecoar nos meus ouvidos
E amar-te, seria um medo

De coração...restaurado
E de mãos, entrelaçadas
Procuro, que seja a teu lado
Que encontre...o poder de novas quadras

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Batalhas



Numa vida tresloucada
Procura-se metade de uma razão
Para que a mente desvairada 
De, paz a um pobre coração 

Raiam, os primeiros brilhos solares
E num caderno rabiscado
Um jovem, de emoções impares
Tenta, matar os odores do passado

Mais que amar
É o medo, em ser amado
Que leva a poetizar
Sobre, o que nunca tinha pensado

Pudesse ele ser diferente
E não fosse, tao gladiador
Quiçá  era, mais contente 
Mas de certo, que não seria tão autor

Um coração por preencher
Umas quadras por intitular
Mais umas,  lutas a ter
Para, da felicidade saborear

Perto de um hipotético estrelato
Erguem-se vozes de admiração 
Para, um jovem pacato
Que, outrora viveu na escuridão